Essa foi a vida que eu quis? Perante todas as outras noites eu me recordava e esquecia tudo que fiz, ao menos era o que acontecia. Sempre fui boa em disfarces, não disfarces abertos e sim disfarces particulares, apenas meus. Onde só eu atuava, assistia e acreditava e assim, tudo voltava ao seu lugar em meu lindo mundo. Hoje me encontro com um tamanho dilema, pois não recordei e muito menos esqueci nada. E nesta manha tenho apenas uma nota no meu acústico pessoal. Vejo o sol desta manha tão cinza e percebo que ele me entende, me respeita e que esta querendo ajudar. Más como já dizia Renato Russo: este suar é mais sagrado que o sangue amargo, do qual sou dona nesta manha.
Não tenho problemas com o escuro mas hoje, peço para que as luzes continuem acesas. As coisas não estão passando mais depressa, sinto que o tempo aumenta, quando antes apenas diminuía. Os pensamentos não terminados se acumulam, como papeis sobre uma mesa. Nos preparamos para algumas coisas, crescemos para outras, entretanto a coisas nunca mudam. Distante de tudo tenho meu próprio tempo. Falando serio você talvez não saiba, más são as cicatrizes e eu sei que é muito mais do que você pode ver.
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