Com os olhos envolventes, cor de terra, ela me encarava de forma inacreditável. De certa forma eu não entendia o desejo que me consumia. Ela era linda, isso eu não podia negar, e estava ali, exatamente para isso, despertar desejos... Porém, não em mim. Ela se movimentava conforme a musica, como se ela própria a tocasse, cada movimento preciso, percorria a extensão de seu belo corpo, com tal força envolvente.Eu continuava a não compreender tamanho desejo, tamanha excitação que me consumia, afinal, ela era uma mulher e eu também!
Alguns longos cinco minutos se passaram e eu permanecia ali, estática, com os olhos fixos nela. E felizmente ou infelizmente, como o meu inconsciente insistia em afirmar, André (o amigo que me fazia companhia naquela noite fria de julho) com um pequeno cutucão desagradável na costela, do qual deveria ser discreto entretanto isso não era uma de suas melhores qualidades, pois infelizmente ele era desprovido de qualquer atitude discreta, me chama a atenção.
Relutante, fiz um pequeno movimento em sua direção, e sua feição era de curiosidade e excitação, só assim consegui me desprender da figura a minha frente e me concertar no que ele desejava, imediatamente após perceber que agora sim, realmente, tinha minha atenção ele solta em pequenos e baixos gritos, algo do tipo: o que você tem? Está louca?
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