15 de out. de 2011
E já dizia o grande Vinicius de Morais, com toda a sua sabedoria, em um texto tudo aquilo que aprendi com muitas pessoas que já passaram e marcaram minha vida. A saudade nada mais é do que a confirmação de que tudo aquilo era verdade, a confirmação de quão bom foram aqueles momentos. Eu sempre pensei, acreditei e falei que seria para sempre, porém hoje vejo que me enganei. E não mudaria nada, não mudaria nenhum segundo de toda a nossa historia. Historia essa que ninguém pode explicar com tal perfeição a não ser nós duas! Se perder no tempo é triste de mais para mim, nunca lidei muito bem com a questão de dividir, de perder, de dar adeus... E talvez seja por isso que essa distancia tenha crescido entre nós, pois você deixou de ser minha para ser nossa, e como você bem sabe, dividir amores e tesouros meus, nunca foi o meu forte! Um dia meus filhos irão ver aquelas fotos, cartas, bilhetes e as minhas lagrimas, e perguntaram quem é aquela pessoa comigo nas fotos, com a assinatura nos bilhetes e sem tempo para pensar direi com tamanha certeza: sua tia. E isso ira doer, pois logo em seguida eles perguntaram onde você está e eu direi: guardada, guardada presa a mim perante toda a minha vida, pois talvez nada além disso eu saberei responder. E com sorte nós encontraremos para a despedida de um amigo, pois pior que isso será um encontro sem lagrimas de uma das duas, com a tristeza de apenas uma de nós, sem a presença real de uma de nós, ou seja com o falecer de uma de nós, falecer que tirara a oportunidade de reencontro, de reaproximação.
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